Testemunho forte
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Domingo, 16 de Agosto de 2009 |
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Categoria: Libertação em Geral Compartilhe esse link:
Meu nome é Orivaldo , moro em Votuporanga S P e vou relatar minha história de vida, aquilo que passei para alcançar Jesus.
Fui de uma Igreja não Evangélica dos 16 aos 26 anos de minha vida e no ano de 2000 me distanciei dela, me voltando completamente para as coisas do mundo, tipo bebidas, farras, mulheres, sem nenhum compromisso com a vida ou menos com a salvação. Anos depois em uma noite conheci uma mulher que passamos a ficar juntos por mais de um dia, a qual hoje é minha esposa. Passamos por algumas perseguições por ex. namorado dela que certamente deu algum trabalho para nós, e logo que tudo estava se ajeitando a sua família sofreu uma tragédia que abalou toda estrutura. Foi muito triste, pois teve morte, assassinato e prisões, ela se abalou muito, precisei ficar ao lado dela, pois confesso que pensei em me separar, pois nessa época só estávamos juntos mais ou menos há uns dois meses, mas fui forte e segurei a barra junto a ela, até porque não seria justo abandoná-la naquele momento. Bom, tudo se acalmou, as coisas foram voltando ao normal e nossa vida foi passando, e nós ainda no mundo de bares, festas e baladas. Depois de algum tempo ela decidiu ir embora para São Paulo trabalhar com Auxiliar de Enfermagem, eu lhe dei todo apoio dizendo que iria também logo em seguida, então assim se fez. Poucos meses de que ela estava lá minha mãe adoeceu e logo faleceu não me restando dúvidas de que eu teria que ir embora deste lugar, pois já havia perdido a mãe e estava cansado de tanta luta numa Cidade pacata do interior. Sai do meu serviço e fui embora para São Paulo viver junto da minha namorada que passou a ser minha esposa, e ali ficamos por três anos sendo que ela já estava ali um ano a mais do que eu. No começo fiz um curso de Segurança e comecei a trabalhar em Hospitais, onde focávamos somente ganhar dinheiro, muito dinheiro. Durante esse período nós apenas trabalhávamos, só comprando e gastando todo nosso dinheiro, pois nós não tínhamos compromisso com nada a não ser em saciar a nossa própria carne. O maligno estava por cima de tudo esperando para ceifar as nossas almas. Um dia eu estava sozinho em casa assistindo TV, um culto evangélico em um programa que só era transmitido lá ou em canais de TV a cabo, onde o pastor falava fortemente de que Deus é Poderoso e poderia me curar e me fazer feliz, eu fui assistindo aquele culto que foi entrando no meu coração, e assim assisti por várias vezes, mas apenas me simpatizava com todas aquelas palavras. A minha vida ainda era a mesma até que no meu trabalho um Irmão Crente me disse algo da parte de Deus, ele havia tido revelações onde o maligno iria começar a destruir a minha vida até a morte, que eu tomasse cuidado e entrasse em oração constante, eu não dei muita atenção, pois pouco entendia daquilo. E, logo veio à decadência, minha esposa e eu já não vivíamos em harmonia, pois brigávamos muito por tão pouco, fomos visitar uma Igreja, a mesma que víamos na TV, mas não tínhamos força para fazer uma entrega, e mesmo assim o fracasso tomou conta, eu tinha uma barraca de lanche que vendia nas horas vagas do meu serviço que tive que parar porque já não vendia mais nada, perdi o meu emprego, nosso dinheiro passou a ser curto onde as brigas foram aumentadas mais e mais. Nós tínhamos comprado um carro e fiquei até preocupado em perder o carro então pensei em voltar para minha cidade onde eu era mais feliz com meus amigos parentes e no meu antigo serviço, depois de três anos vivendo na cidade de São Paulo. Arrumei tudo e a deixei sozinha e voltei para minha cidade, onde depois de acertar algumas coisas ela também voltaria. Caros Irmãos conto resumidamente para que não venha tomar seu tempo, mas tudo isso aconteceu com ricos detalhes de sofrimentos. Agora passo para uma segunda etapa deste testemunho onde o maligno tenta dar sua tacada final de destruição. Voltei a trabalhar no meu antigo serviço, como tapeceiro, mas nada de me preocupar com as coisas de Deus, vivia no meio de amigos, de bares, festas, bebidas e muito comodismo. Tudo parecia perfeito. Quando minha esposa voltou de São Paulo nós começamos uma vida de muitas brigas, discussões e desentendimentos, ela não conseguiu um emprego digno de antes, tentou algumas coisas, mas não deu nada certo, e as brigas sempre aumentando cada vez mais, muitas vezes até em separação falamos, mas acredito que o que o maligno queria era destruir nossas vidas ali um do lado do outro, pois a separação iria resolver o problema, seria o mesmo que uma vitória para ele. Então assim passaram-se os dias e cada vez mais foi aumentando nossa decadência, até que ela resolveu voltar para São Paulo, para tentar retomar ao seu emprego, e eu por estar vivendo todo aquele problema adorei a idéia. Por aqueles dias eu comprei um computador para realizar trabalhos, pois há anos atrás tive muito sucesso com isso, realizava trabalhos como: cartão, convites, pesquisas e outros. Dias depois comprei uma multifuncional para imprimir os trabalhos e quando eu estava instalando a multifuncional fui testá-la e usei rapidamente uma nota de cinco reais na copiadora colorida em um simples papel, e quando a nota foi impressa só de um lado naquele papel logo vi que a réplica ficou muito próxima á original fiquei perplexo com aquilo e logo o maligno tratou de trabalhar em mim, trazendo pensamentos como: eu mesmo poderia fazer dinheiro na minha própria casa sem que ninguém soubesse de nada, comprar tudo que eu queria e sair de todos os meus problemas financeiros. Fiquei com aquilo até a viagem de minha esposa e depois disso me dediquei a trabalhar nas notas falsas, busquei um papel bem próximo e montei um gabarito para fazer o outro lado da nota, foi bastante difícil no começo, mas depois de vários esforços consegui a produzir notas de cinco reais e de dez reais quase perfeitas. Agora era só colocá-las no mercado e ver como seria a aceitação, por incrível que pareça a nota era irreconhecível, não dava para saber a diferença, pois era muito perfeita. Uns dias depois de ter passado a fase inicial, já estava bastante prático naquilo eu e dois amigos passeando de carro fomos tomar cerveja nos bares e antes passamos por um posto de gasolina para abastecer o veículo e ali passei duas notas falsas, e o frentista naquela ocasião prestou atenção nas numerações das cédulas e viu que era igual e rapidamente gravou a placa do carro e em seguida chamou a polícia e fez uma denúncia. Meus amigos nenhum deles nunca souberam de nada, sempre me viam com muito dinheiro, mas não desconfiavam de absolutamente nada, pois me conheciam á muitos anos e não podiam imaginar que seria capaz de cometer algum crime, sempre fui muito correto e honesto. Tinham certeza que era dinheiro do meu trabalho de quando estive morando fora. Bom, para mim tudo estava bem até que eu tive uma idéia de trocar muita notas em uma festa de peão que estava para começar em uma cidade vizinha, e naquela semana preparei muitas notas e ansioso para que chegasse o dia da festa, e quando chegou a sexta feira eu me preparei e parti para festa com os bolsos cheios de notas falsas todo cheio de certeza que daria sempre certo, mas por volta das nove horas o celular toca, era minha esposa em casa me fazendo uma surpresa, veio me ver depois de mais ou menos quarenta e cinco dias em São Paulo veio comemorar nosso aniversário de casamento juntos, já que distante um do outro nós até que combinávamos. Tive que voltar as pressas naquele exato momento e naquela noite iríamos ficar juntos por ali mesmo, sendo que no outro dia que seria sábado voltaríamos á festa para passear e se divertir. Assim se fez, passamos todo o sábado limpando a casa e logo pela noite convidamos sua irmã com o namorado para irem á festa conosco, mas os dois estavam cansados e resolveram ficar, minha esposa e eu fomos à festa onde nos divertimos muito, comemos e bebemos. Por volta das vinte e três horas decidimos vir embora descansar, e quando passávamos pela avenida para fazer o contorno e pegarmos à rodovia de saída ali estava a armadilha do maligno: fomos surpreendidos por várias viaturas de polícia onde fomos abordados e ali o mundo caiu aos meus pés, pois jamais imaginei acontecer comigo uma coisa tão séria, simplesmente por achar que aquilo que eu estava praticando seria apenas uma brincadeira. Ali os policiais revistaram todo meu carro, bolsos e carteira e encontraram muitas notas falsas, minha esposa chorava desesperada não entendendo nada do que estava acontecendo, os policiais me deram voz de prisão, levou ela para delegacia e comigo foram na minha casa apreender todo equipamento do crime, depois de ter confessado o meu ato e dizendo tudo passo a passo como fazia. Fui para delegacia onde permanecemos por toda noite e ali relatei tudo e deixei claro que minha esposa era inocente e que o culpado era somente eu, mas o delegado nos prendeu por fabricação de notas falsas, levou ela para uma cadeia feminina e eu para uma cadeia masculina onde fiquei preso. Meus irmãos aqui começam uma etapa onde o sofrimento toma conta de todos nós inclusive das famílias e amigos. Foi um choque no dia seguinte quando a notícia se espalhou pela cidade, pois eu era muito conhecido, os jornais e TV local confirmaram a notícia. A família de minha esposa entrou em pânico não sabendo por onde começar procurou um advogado que entrou no caso no dia seguinte, éramos humildes não tínhamos dinheiro, não podíamos pagar advogado, mas na hora pensamos em vender tudo que tínhamos em casa para pagar o advogado, mas no momento ele não tinha como tirarmos de lá, pois fomos pego em flagrante. Fui para o CDP no segundo dia de prisão. É! Agora não tinha mais jeito, eu estava enrascado eu não sabia de nada do que estava acontecendo do lado de fora, minha cabeça parecia uma panela de pressão pronta para explodir. Colocou-me no raio sete, cela quatro e ali os presos usavam drogas fumavam o tempo todo, os assuntos eram de drogas e todo tipo de crimes, eu dormia no chão com uma camiseta no nariz, pois eles fumavam o tempo todo e a noite também, eu não conseguia respirar direito. O maligno iria nos destruir, pois minha esposa era muito sensível nunca se imaginou numa situação como aquela, ela entrou em desespero depressão, não comia nem bebia só chorava, e com isso ele me destruiria também por me achar culpado e nunca me perdoar por isso ou mesmo fazendo ela se matar e toda sua família se revoltar contra mim e me matar também. Começamos a nos corresponder por cartas, e nada era bom porque ela me contava sobre o seu sofrimento naquele lugar. Ela já não agüentava mais, toda sua força estava se acabando, a sua família ia visitá-la e depois me escrevia me contando o seu sofrimento e aquilo para mim era uma tortura e eu já não agüentava tanta dor. Os dias foram passando e a dor ia aumentando cada vez mais, ali estava o meu fim o fim de um casamento ou mesmo de uma vida ou duas vidas. Eu procurava tranqüilizá-la escrevendo para ela dando-a esperanças de que logo ela iria sair, pois ela não devia nada e o advogado estava trabalhando, e na primeira audiência ela iria embora. Mas o sofrimento era maior que tudo, sua família sofrendo muito e eu ali passando por dois sofrimentos, o dela e o meu, pois eu era culpado por tudo, mas Deus ama cada um de seus filhos e jamais quer que nem mesmo um se perca ou mesmo ser devorado pelo maligno. Dentro da cadeia existe uma Igreja, ou seja, uma cela como as outras só que composta de presos evangélicos, que na rua se desviou do Evangelho caindo na prisão se reconciliando com Deus voltando para os caminhos e pregando a palavra para outros presos que não são evangelizados, e essa Igreja ficava no raio um, cela sete, e por aqueles dias todo o raio entrou em reforma e todos os presos foram distribuídos por toda cadeia e dois dos evangélicos quiseram ir para o raio onde eu estava sem saber se quer que eu existia, e eu também nada sabia sobre isso lá. Um dia eu vi esses dois presos ali orando se portando diferente dos outros quando um deles chegou até mim numa das horas de sol para conversar, e conversando comigo eu percebia sua diferença, pois era Deus que estava trabalhando e enviando socorro para mim. Eles iriam ficar mais ou menos uns dez dias ali, era o tempo da reforma e depois retornariam para o seu lugar. Depois de alguns dias ele me convidou para ir morar na Igreja com eles e viver na palavra, eu não sabia responder, mas senti que eu teria que tomar uma decisão na minha vida e no outro dia falamos mais sobre a Igreja sendo o próximo dia que era o dia de sua volta. Naquele momento eu mesmo orei ao Senhor de minha maneira e disse a ele que se era de sua vontade, se era chamado dele no dia seguinte eu iria acordar com uma resposta no coração que sim ou que não, eu só precisava de uma reposta. No outro dia quando o vigia apita ás seis horas da manhã eu não acordei com a resposta, mas com algo mais no coração, pois parecia que algo me dizia assim: eu não só quero que você vá como quero que vivas na minha palavra, naquele momento eu logo arrumei as minhas coisas e avisei a todos da cela que eu estava me mudando para a Igreja, e eles me disseram que não era para qualquer um aquela vida e se eu voltasse iria entrar na surra deles, mas eu pensei: claro que não é para qualquer um, porque eu não sou qualquer um, sou escolhido do Senhor. Chamei os guardas e pedi a transferência e logo avisei aos evangélicos que havia tomado minha decisão, eles ficaram felizes e me disseram que o céu estava em festa naquele momento. Logo saímos dali e fomos levados para o raio um, cela sete aonde chegando lá o pastor já estava arrumando as coisas no lugar com os outros irmãos cantando louvores e me avistando se alegrou e disse ao outro irmão: parabéns pela a alma ganha e me deu uma bíblia para que eu a estudasse,e ao abri-la no meio mais ou menos veio a palavra em segundo crônicas sete quatorze onde Jesus disse assim: e se meu povo que se clama pelo meu nome se humilhar e orar e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. Naquele momento eu senti que Deus estava falando diretamente comigo, foi um verdadeiro encontro com o Senhor. Escrevi para minha esposa contando tudo que estava acontecendo e ela se alegrou com isso, mas ainda sua luta era em sair daquele lugar. Os dias foram se passando cartas eu enviava e também recebia dela, chorávamos através das folhas e canetas, e ali fui aprendendo a orar a falar com Deus a buscá-lo cada vez mais. Todos os dias realizavam os cultos e nas quartas-feiras fazíamos os cultos no pátio para todos os presos do raio. A palavra era muito forte, ali conheci a verdade dia após dia. Orava constantemente para minha esposa, para a liberdade dela, fazia jejum orava de madrugada e campanha, sentia dentro de mim que o maligno estava furioso, pois ele não esperava por esta porta que o Senhor iria abrir para mim. Depois de trinta e cinco dias presos marcaram a primeira audiência onde fiquei muito feliz, pois eu esperava a liberdade dela, e por aqueles dias minha esposa foi transferida para o C R do lado do C D P onde nos encontramos no fórum federal e passamos horas juntos, mas naquela audiência não foi possível liberá-la, pois faltavam alguns documentos que o juiz pediu. Voltamos um pouco frustrados, mas fortalecidos nos reencontramos depois de quarenta e cinco dias. Assim pude abraçá-la e lhe pedir perdão pessoalmente, estava sofrendo muito, ainda não tinha entendido o mal que havia feito á nós dois. Mais uma vez os dias se passaram e novamente chorávamos por cartas, mas eu sempre tentando passar forças para ela e as orações não cessavam, até que o diabo furioso á perturbava constantemente fazia a pensar na morte a cometer suicídio. E ela me escrevia desesperada que não estava mais agüentando esperar, e para mim a dor dela era também minha dor, daí eu sofria duas vezes mais. Cartas e cartas de choros e dores dela e de toda família, minha carne doía e eu ali clamava ao Senhor dia e noite. Tivemos outra audiência e nada de liberdade até o advogado não entendia uma liberdade provisória demorar tanto. Até que um dia numa terça feira chega uma carta dela onde ela estava se despedindo de mim dizendo ser o fim, e que já não suportava tanto sofrimento, isso acabava comigo, ela me pedia desculpas por não ter sido forte como eu, ela iria se matar, o desespero tomou conta de mim não contive a dor eu gritava, mas nada poderia fazer, pois ali era só grades e muralhas, me derramei aos pés do Senhor e clamava com todas as minhas forças, sua palavra era que me sustentava todo instante, e ali Deus me guardava e ele já havia enviado anjos impedindo-a de cometer uma tragédia, pois o diabo sabia caso ela se matasse seria o meu fim também. Ela não teve coragem de por em prática o que o diabo levava a pensar. Na mesma terça-feira realizei uma campanha das causas impossíveis, de sete quartas-feiras de me comparecer na presença do Senhor de forma especial e a primeira seria no dia seguinte cujo pedido seria claramente da liberdade de minha esposa, e assim se fez. No dia seguinte que era quarta, iniciou a campanha, estava chuvoso passei o dia todo orando na presença do Senhor, e na quinta feira por volta das cinco da tarde para honra e Glória do nome de Deus chega o alvará de soltura para minha esposa, eu não sabia de nada, mas o Espírito do Senhor acalmava o meu coração. Passou sexta-feira, sábado e no domingo dia de visita onde eu estava por volta das dez horas o guarda abre o portão das grades e ela entra para me ver, eu não me continha em lágrimas ao vê-la, pois a emoção era muito grande de saber que o Senhor havia honrado minhas orações. Foi uma festa passamos o dia todo juntos e ela disse que no outro fim de semana viria me visitar, ela estava bastante abatida, magra e tossia muito, pedi para que ela se cuidasse e ficando tranqüila, pois tudo iria dar certo. Passei uma semana de vitória, mas o diabo nunca se dá por vencido, pois na próxima visita ela não veio não avisou nada nem uma carta chegou naquela semana, fiquei preocupado e na outra semana nada de notícias, comecei a me preocupar mais ainda, então entrei em contato com uma amiga onde ela me disse que era para eu ficar tranqüilo, pois estava tudo bem que ela havia internado para tomar soro, pois estava muita fraca e que logo chegaria uma carta da família me explicando o que havia acontecido e logo em seguida chega à carta de sua mãe me dizendo que ela estava no hospital e não estava muito bem, mas seria por causa da cadeia e que logo tudo iria ficar bem. Fiquei muito preocupado e escrevia todos os dias para ela para que levasse as cartas no hospital para que ela lesse e me respondesse, mas nada de carta nada de notícias dela mesma, então meu coração começou a se apertar e percebi que algo não estava bem. Ela piorava cada vez mais e a família estava escondendo de mim para que eu não entrasse em desespero. Ela chegou ao hospital às pressas com último grau de anemia, imune deficiência com uma agressiva pneumonia já em fase grave. Poucos dias depois ela foi entubada e entrou em coma respirando por aparelhos. E os dias foram passando e as chances diminuindo e eu sem saber de nada apenas poucas cartas de sua mãe que me dizia para orar e pedir a Deus por ela, pois ela ainda estava no hospital. Os médicos pediram para que a família chamasse todos que estivessem viajando, pois as expectativas de vida eram mínimas, e toda família entraram em desespero até que foi perguntado ao médico quantos dias ela teria e ele respondeu que ela precisava responder as medicações em três dias se não nada mais poderia se fazer pois ela já estava na UTI entubada em coma. Foi ai que sua mãe me escreveu me contando tudo, pois se o pior viesse acontecer eu não seria enganado. Para mim foi como se algo estivesse sendo arrancado dentro de mim eu não suportava a dor, mais uma vez eu estava diante de uma situação de morte, pois o diabo investiu seu trunfo maior e eu fraco com muita dor aos prantos orava ao Senhor, mais uma vez eu clamava o seu nome e pedia a ele entrar com providências naquele hospital, pois eu já não agüentava mais, eu naquele momento desejava a morte eu queria morrer mais eu sabia que não podia me matar, pois perderia a salvação com isso então novamente minha única luz seria me derramar aos pés do Senhor. Era noite de culto e aos prantos no círculo com os irmãos orando um pastor saiu falando em mistério e chegou até mim e disse assim: não dê glórias aos homens dê glórias a Deus, pois nesse exato momento Deus está livrando sua esposa da morte. Lancei-me no chão em prantos e sem palavras somente dava glória a Deus por muitos minutos e ali o Espírito de Deus acalmou meu coração e no dia seguinte entrei em contato com minha sogra e ela me disse que minha esposa havia reagido e saído do coma para honra e glória de Deus. Mais uma vez meu Deus vive e me mostrou que eu nada posso fazer sem ele. Após dezessete dias ela sai da UTI e vai para um quarto, após treze dias ela receberia alta e vai para casa mas ainda em recuperação não podendo andar e nem falar comendo apenas sopinha, mas o importante que todo aquele sofrimento se acabou. Ela quando teve uma melhora ainda fraca foi me visitar e não a deixarão entrar pelo seu estado, apenas me levaram para vê-la por dez minutos, fiquei muito feliz, mas ela estava muito magra e ainda usava máscara no rosto, mesmo assim senti mais uma vez o gosto da vitória. Agora para chegar ao fim deste testemunho, pedi a Deus que me desse uma resposta de até quando eu iria ficar preso. Poucos dias meu advogado me visita e disse para mim que na próxima semana se tudo ocorresse bem que eu estaria tomando um cafezinho no escritório dele. Senti naquele momento que era Deus respondendo minhas pergunta. Passou segunda, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, nada na sexta comecei a ficar preocupado, pois o alvará só chegava de segunda a sexta das 8:00h ás 18:00 h de sábado das 8:00 ás 11:00h e já era sexta feira 17:00h e nada acabou o dia e nada então fui ficando cabisbaixo e desanimado, no sábado dia de visita o pátio lotado 10:00h , nada de alvará eu já sem esperanças até que deu as 11:00h e nada, ai então minhas esperanças se acabaram pois não era possível chegar alvará naquele horário, mas quando foi 11:45 h o faxina chega perto de nós perguntando quem era Orivaldo da cela sete, então eu achei que era visita lá na frente e disse sou eu, e ele me responde arruma as suas coisas que você vai embora seu alvará chegou, e para honra e glória de Deus, mais uma vez Deus me mostra sua grandeza. A felicidade tomou conta de mim. Tiraram-me de lá, mas só me liberaram na segunda onde sai e minha esposa, meu cunhado e minha sogra me esperavam todos para me levarem embora. Fomos embora para casa e hoje somos batizados e servindo a Deus. Minha esposa está recuperada, trabalha,eu trabalho, estamos fortes como leões. Fazemos parte de uma igreja e somos felizes servindo a Deus, damos este testemunho nas igrejas onde somos convidados para que a fé dos irmãos aumente ainda mais. Quero que os irmãos saibam que tudo isso foi com ricos detalhes de sofrimentos e alegrias, conquistas e vitórias. Passei por uma terrível doença que adquiri na cadeia, foi a tuberculose após cinco meses preso, de tanto sofrer fiquei fraco e peguei a doença foram seis meses de tratamento árduo, emagreci vinte quilos, tive muita temperatura e cheguei a pensar que não fosse resistir a essa doença, mas novamente para honra e glória do Senhor acabou tudo muito bem. Mais isso já é um outro testemunho que contarei em detalhes para os irmãos sobre minha trajetória após sair daquele lugar, e chegar até hoje contando meu testemunho. Que a paz do Senhor esteja sempre com todos os irmãos. Para contato nosso cel (17) 8134 3019 fique com Deus e que esse mesmo Deus faça maravilhas em sua vida assim como fez na minha.
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