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Evangélica, mãe de Eliza Samudio conta como era sua relação com a filha

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Segunda, 26 de Julho de 2010  |  254 visualizações
Categoria: Brasil
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Sônia Fátima Moura, que é evangélica e mãe de Eliza Samudio, obteve a guarda do neto, supostamente filho do goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo. Produtora de pimenta em Anhanduí, cidade vizinha a Campo Grande (MS), ela garante que, aos 44 anos, tem condição de criar o menino sem qualquer ajuda e quer poder compensar com a criança o tempo que permaneceu longe da filha, que criou apenas até os 3 anos.

O desaparecimento de Eliza Samudio ainda é um mistério para a polícia. Recentemente, testes de DNA comprovaram que o sangue achado no carro do principal suspeito, o goleiro Bruno, não é de Eliza. O advogado de defesa ainda levantou a hipótese de que ela estaria viva, já que até agora não acharam o corpo e não há provas suficientes que comprovem que ela esteja realmente morta.

Na entrevista a seguir, Sônia conta que é evangélica e que a justificativa do período curto em que morou com Eliza, quando ela era adoscelente, foi por causa das regras que tinha em sua casa.

Por que a senhora resolveu brigar pela guarda?

Porque quero resgatar o que me foi tirado e que eu tinha direito no passado. É um modo de ter minha filha a meu lado. Não quero que nada de mau aconteça a meu neto, que ele vire delinquente. E que futuramente aconteça com ele o que aconteceu com minha filha.

Qual a idade da Eliza quando a senhora se separou dela?

Diferentemente do que o pai dela vem dizendo, que a abandonei aos 5 meses, me separei dela aos 3 anos. Mas sempre mantive contato. Tenho o dentinho de leite dela na bolsa. Mas a relação com o pai dela era de muita briga e discussão. As agressões eram físicas - cheguei a ficar com o olho roxo. Decidi me separar e deixei minha filha com a mãe do Luiz Carlos (Samudio). Continuei morando com familiares em Foz do Iguaçu e sempre via minha filha com ajuda da mãe dele e depois na escola.

Ele também agredia a Eliza?

No tempo em que ela morou com ele não sei dizer. Eu averiguava com ela, mas ela nunca me relatou nada desse tipo.

Quantos anos ela tinha quando a senhora foi a Campo Grande?

Nove anos.

A partir daí como ficou o contato entre vocês duas?

O contato passou a ser por telefone e pelo meu irmão Vagner. Ela viveu uma época na casa dele, porque queria ir embora, mas eu, mesmo trabalhando lá, não tinha dinheiro suficiente para pagar as passagens, a minha de ida para Foz e as duas para Campo Grande. Demorou uns 30 dias até que consegui o dinheiro. Quando cheguei, ela não estava mais na casa do meu irmão. Tinha voltado para a casa do pai dela.

Ele a impedia de ver sua filha?

Sim. Eu só via a Eliza por meio da mãe dele, dos meus irmãos ou na escola.

E depois?

Depois disso, os contatos continuaram por telefone e nas minhas vindas a Foz do Iguaçu até ela completar 14 anos. Sempre vinha às escondidas para que ela não tivesse problema com o pai. Meu sobrinho buscava ela na casa do pai e assim a gente se via. Foi assim até ela decidir ir morar comigo em Campo Grande, até os 15 anos, entre 2000 e 2001, quando de novo voltou para Foz.

Por que ela resolveu voltar?

Em casa sempre houve regras, horário, não deixava sair à noite. Somos todos evangélicos, costumamos ir aos cultos e algumas vezes ela foi junto. Mas ela conversou com minha sogra e disse que não frequentaria mais, que queria voltar para a casa do pai porque lá tinha toda a liberdade, saía e voltava na hora que queria, não tinha de dar satisfação dos atos dela. Ela não saiu fugida. No dia, meu marido, eu, ela e o irmão dela fizemos um lanche no centro da cidade até dar o horário do ônibus. Antes de embarcar, pedi para ela ligar para o pai, avisando que estava saindo em tal ônibus e chegaria em tal hora, para ele esperar na rodoviária.

Não tentou impedi-la de voltar?

A Eliza sempre foi uma menina determinada. Como é que eu vou segurar uma adolescente contra a vontade? Amarrando? Não tem como. Ela quis voltar.

Quando a senhora manteve o último contato, pessoalmente, com ela?

Há quase cinco anos, em 2005, quando estive em Foz por dez, 15 dias. Na ocasião até repreendi a Eliza porque ela tinha feito tatuagem na virilha e colocado piercing na língua. Depois disso, ela fugiu para São Paulo.

Se arrepende de não ter sido mais firme com ela?

Sim, existe um grande arrependimento. Se eu tivesse tido forças, hoje não estaria acontecendo tudo isso. Eu peço de coração que as mães e os pais que estão com seus filhos longe que tenham força e se apoiem na família, porque família é tudo e eu não tive isso. Que os pais cuidem dos seus filhos para que não aconteça com eles o que aconteceu comigo. Se não, amanhã ou depois, quantas Elizas não estarão por aí tendo o mesmo fim que ela?

O que a senhora espera do Bruno, o jogador?

Dele não espero nada não. Ainda não consigo raciocinar. Para mim não interessa se ele é filho ou não do Bruno. Aliás, seria até bom que não fosse.

Imagina seu neto em contato com o pai algum dia ou sabendo de toda essa história?

Já pensei nisso. Fiquei imaginando ele me perguntando e eu tendo que explicar o que houve com a mãe dele. É uma situação difícil, falar que o próprio pai matou a mãe dele. Prefiro deixar que o futuro diga isso e me mostre a melhor maneira de fazer o que precisará ser feito.


Fonte: Guia-me




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mulherdedeus

Nível 23
(L)triste o que aconteceu, mas Deus esteja guardando sua familia de toda essa maldição.
--
Deus é minha rocha eterna
Sábado, 07 de Agosto de 2010 15:51 


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