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Prontidão

Sexta, 06 de Janeiro  |  184 visualizações
Categoria: Vida Cristã  |  Enviado por: winston
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A sonda espacial Voyager 1, lançada pela NASA em 1977, chegou ao sistema de Saturno no dia 12 de Novembro de 1980, tendo passeado vinte e duas horas por entre os anéis do planeta, e foi com espanto e surpresa que os cientistas receberam as fotos enviadas à Terra mostrando uma realidade diversa daquela que previam. Interessante, não? Ora, se as descobertas sobre um planeta do nosso sistema solar, portanto não tão distante em termos estelares, causa espanto e perplexidade aos cientistas, que vêem suas teorias sobre a formação dos anéis de Saturno se revelarem equivocadas, que dirá se lhes fosse dado conhecer os detalhes dos incontáveis planetas, nebulosas, galáxias e estrelas que compõem o universo? Quantas teorias científicas materialistas propostas pelos astrônomos cairiam então por terra? A ciência é sem dúvida importante, mas também é fora de dúvida que os cientistas precisam admitir que ela não explica tudo, como, aliás, alguns já o fazem.

Paulo, em 2 Coríntios 4.4 alertava para os incréus: “Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”.

Na busca de auto-promoção, para muitos sábios segundo o entendimento humano, é mais fácil criar teorias rebuscadas, fantasiosas e inconsistentes, que acreditar em uma inteligência superior, criadora de tudo o que existe. Nós sabemos que há um Deus que com Sua Palavra criou o universo, a vida e tudo o que é necessário para que seja preservada. E o Deus em quem cremos não é apenas um poder impessoal, uma distante inteligência superior, mas um Pai cheio de amor, de bondade e de justiça. Mas como darmos testemunho a pessoas incrédulas, que creem que as coisas do mundo, com sua ciência, tudo explicam?

Retrocedendo do século XX para o século I, vemos que o início do ministério de Paulo – registrado nos primeiros capítulos do Livro de Atos – foi caracterizado por seu fervor em anunciar aos incrédulos a Palavra de Deus sem hesitação e com muita ousadia. Em sua segunda viagem missionária, ao chegar a Atenas deparou-se com uma cidade exemplarmente idólatra, cheia de superstição e cega pelo medo e pela ignorância espiritual.

A cidade era um verdadeiro depósito de ídolos, onde Petrônio dizia que era mais fácil encontrar um deus que um homem! Atenas era o paraíso da filosofia, cidade natal de Sócrates e Platão, lar adotivo de Aristóteles e de Epicuro. Mas o centro irradiador de toda a filosofia intelectual era o Areópago, situado na Colina de Marte, cujas ruínas podem ser vistas até os dias de hoje. E passou a contender com alguns filósofos epicureus e estoicos, que passaram com desconfiança a ouvir falar de uma divindade desconhecida. Mas o que Paulo pregava sobre Jesus e sobre a ressurreição – coisas de que nunca haviam ouvido falar, poderes jamais atribuídos a seus deuses – despertaram interesse, a ponto de se disporem a continuar ouvindo suas histórias estranhas, e então convidaram Paulo a falar no Areópago, onde teria como platéia um grupo de intelectuais respeitadíssimos.

Ali ele começou sua pregação dizendo amavelmente (Atos 17.22): “Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos”, o que por certo soou com um elogio, um “quebra-gelo”. Preparados os ouvidos da audiência, a seguir continuou (v. 17.23): “porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: Ao Deus Desconhecido. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio.” E passou a descrever Theos, o Criador dos céus e da terra, o Deus verdadeiro e único, virtualmente demolindo os ídolos em que criam (vv. 17.24-29). A multidão estava estupefata, e Paulo prosseguiu (vv. 17.30-31): “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” Aí já era demais para os atenienses, acostumados somente a debater questões filosóficas sob a ótica do racionalismo pagão. Que história é essa de arrependimento e ressurreição? “Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra ocasião” (v. 17.32). Nada diferente do que acontece hoje em dia, não é? Mas um pequeno grupo creu, entre eles Dionísio e Dâmaris (v. 17.34).

Esta passagem demonstra que devemos estar preparados para que nossas tentativas de evangelização produzam três tipos de reação nas pessoas: alguns zombarão e nos rejeitarão, respondendo com uma negativa imediata; outros se interessarão o suficiente para ouvir novamente sobre Cristo; mas alguns crerão e se converterão.

Por vezes encontramos pessoas que demonstram um grande interesse em conhecer a Deus, para assim conseguirem preencher o vazio interior que sentem. Para estas, ouvir sobre o amor de Deus em Cristo Jesus, que promove um novo nascimento, pode ser o suficiente para se converterem. Porém há aquelas outras que na aparência são sadias intelectualmente, felizes, que levam uma vida correta exteriormente e até interiormente, mas que se julgam autossuficientes e não precisam de Deus.

O que dizer a elas, e como dizer? Devemos simplesmente anunciar a Jesus Cristo, como fez Filipe em Atos 8.35: “Então (…) anunciou-lhe a Jesus”. E aí nos resta esperar o agir do Espírito Santo no coração da pessoa, de um modo que só Ele pode fazer, sempre lembrando da nossa responsabilidade de continuar a de proclamar a Palavra e de dar nosso testemunho pessoal, para que os perdidos sejam tocados e busquem ao Senhor. Assim, como lemos em João 4.41-42, elas poderão ter suas vidas transformadas ao crerem no Salvador, quando virem Cristo em nós.

Ao anunciarmos o evangelho, precisamos estar convictos de tudo o que Deus fez, daquilo que continua fazendo e a fé a respeito de tudo o que ainda fará em nossas vidas. Por mais desviada que seja a pessoa, temos que ter a certeza interior de que a transformação que ele operou em nós poderá também realizar nela, por Seu poder e para a Sua glória.
Mas não podemos descurar de nossa comunhão com o Pai, por meio da oração, da adoração e do louvor a Ele e do estudo da Palavra.

Mas acima de tudo devemos passar da teoria à prática, como somos ensinados em Tiago 1.25, transformando nossa vida em testemunho permanente da habitação do Espírito: “Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.”

Glorioso Pai, capacita-nos a falar de Ti, a dar testemunho de Teu Filho a todos aqueles que vivem na triste ignorância da verdade, iludidos com as coisas do mundo. Que Teu Santo Espírito aja sempre em nós, dirigindo-nos, inspirando-nos, colocando em nossos lábios as palavras santas que poderão fazer a diferença entre morte eterna e vida eterna para os perdidos. É no nome sublime de Cristo Jesus que agradecidos oramos. Amém.


Este artigo foi enviado por winston, fonte: www.decoracaoacoracao.com.br




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winston
WINSTON RAMALHO
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