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Pais e Filhos

Sexta, 04 de Agosto  |  86 visualizações
Categoria: Vida Cristã  |  Enviado por: winston
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Uma clara evidência da importância que Paulo confere à família pode ser encontrada em uma de suas analogias referindo-se a nós – a Sua igreja – como a família de Deus (Efésios 2.19). A família, além de ser a primeira instituição na sociedade, é também o seu fundamento. Quando esta célula desestrutura-se, a igreja enfraquece e a sociedade toda adoece.

O grande escritor cristão William Hendriksen (1900-1982), escreveu com propriedade: “Nenhuma instituição sobre a face da terra é tão sagrada quanto a família. Nenhuma é tão básica. Segundo a atmosfera moral e religiosa da família, assim será na igreja, na nação e na sociedade em geral.”

Como parte essencial na construção da família, a grande e honrosa tarefa que Deus reservou para os pais é a de gerar e educar seus filhos. Os pais são cooperadores de Deus na maior de todas as missões: criar os filhos de Deus à Sua imagem e semelhança. Nada pode se igualar à sublimidade desta obra.

Os pais são os primeiros mensageiros de Deus na vida dos filhos, sobre os quais têm o poder de atrair as dádivas divinas. Por isso os pais devem educar os filhos dentro dos princípios bíblicos, pois a Bíblia também é a verdade no campo educacional, norma essencial que é de todo o nosso pensar e agir.

Como pais, temos também a responsabilidade de não provocar a ira de nossos filhos, tendo comportamento que manifeste predileções, falta de apoio, menosprezo, provocações, ironias, excesso de proteção, entre outras atitudes negativas.

E há várias abordagens bíblicas sobre este assunto, como em Colossenses 3.21, Gênesis 25.28 e 37.3,4, 2 Samuel 14.13,28, 1 Reis 1.6 e Hebreus 12.9-11. Em Efésios 6.4 verificamos que a palavra criai-os está em contraposição à ira, indicando que nossas atitudes devem ser sempre positivas, edificantes, construtivas. Devemos criá-los ternamente, com brandura e muito amor, sem contudo excluir a disciplina e a admoestação no Senhor Jesus – em tudo o nosso modelo – que em Apocalipse 3.19 afirmou: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo.”

Ana era uma mulher triste, porque tinha um sonho que ainda não havia se concretizado: o de ser mãe. O que fez ela? Orou a Deus pedindo um filho, e prometeu que – caso fosse atendida – entregá-lo-ia para servir ao Senhor por toda a sua vida. Deus ouviu a oração de Ana e nasceu Samuel, cujo nome significa “ouvido de Deus” ou “Deus tem ouvido”. Numa extraordinária demonstração de amor materno – aquilo que tinha de mais precioso na vida, o seu pequenino Samuel – ela entregou nos braços do Pai, porque sabia que a melhor herança que poderia deixar para Samuel era o amor a Deus e a certeza de que o Senhor cuidaria melhor do seu filho do que ela própria.

Samuel tornou-se sacerdote, profeta e juiz de toda a nação de Israel. Riquezas, fama, sucesso, poder, títulos? Nada disso teria ajudado Samuel a chegar aonde chegou e ser o que foi. Muitos de nós trabalhamos incessantemente para adquirir bens e riquezas, na intenção de garantir a felicidade e o futuro de nossos filhos. Procuramos a melhor escola, a melhor roupa, os melhores cursos de línguas, o melhor aprendizado das artes, o melhor clube para o desenvolvimento nos esportes, o melhor plano de saúde e previdência privada.

Mas Jesus em Mateus 6.19-21 nos ordenou: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”

É claro que não devemos descurar da preparação educacional, cultural e intelectual de nossos filhos, porém é preciso sempre priorizar a sua formação espiritual.

Observamos nos dias que correm que os filhos, geralmente ao atingir a adolescência, têm a tendência de questionar os pais em suas decisões, atitudes e orientações, julgando que estão ultrapassados, que os tempos são outros e que eles como jovens que são, tudo podem e estão sempre certos. Terrível engano, que freqüentemente tem levado muitos jovens a descaminhos na vida! Embora nada substitua o diálogo franco e amoroso entre pais e filhos, estes precisam aceitar que os pais acumulam conhecimentos que não possuem ainda, e que portanto é necessário obedecê-los, mormente quando as decisões paternas estão embasadas na Palavra de Deus.

A obediência é uma espécie de honra que os filhos devem conceder aos pais. É impossível não pensarmos em nosso pai e em nossa mãe sem sentir profundo respeito; e em relação a eles, a veemência áspera deve ceder lugar à brandura. Paulo, em Efésios 6.1-3, aconselha: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.”

O Senhor Nosso Deus, por sua graça, compartilha com o homem a honra de Pai a Ele devida, e por isso nos concede a condição de sermos pais e mães, embora Ele seja o único Pai de forma absoluta. Por isso, ao nos voltarmos contra nosso pai ou contra nossa mãe, mostramo-nos inimigos de Deus, pois Ele os coloca – como se efetivamente estivessem – em Seu divino lugar. A desobediência aos pais é uma negação do próprio homem, que é a imagem e semelhança de Deus.

Filhos cheios do Espírito revelam a sua condição espiritual no relacionamento com seus pais, amando, obedecendo e honrando-os no Senhor. A autoridade dos pais passa previamente pela submissão ao nosso Soberano Pai Celeste, e obviamente a fidelidade dos filhos a Deus tem a primazia num eventual conflito de obediência. E no caso de pais que não agem conforme as instruções bíblicas, sendo relapsos e incrédulos, é vontade do Senhor que os filhos, apesar disto, sirvam àqueles que os colocaram nesta vida.

Calvino explica o significado de honrar os pais: “Que os filhos sejam humildes e obedientes a seus pais, os honrem e reverenciem; que com seus próprios trabalhos lhes ajudem em suas necessidades, e que estejam a seu mandado, como são a eles obrigados.” E acrescenta: “Pouco importa que sejam dignos ou indignos de receber esta honra, pois, sejam o que sejam, o Senhor nos deu por pai e mãe e deseja que lhes honremos.” Devemos ter em mente que todos nós estamos sujeitos à Lei de Deus: maridos, esposas, pais e filhos.

O tratamento digno e respeitoso que conferimos a nossos pais é uma evidência da nossa comunhão com o Espírito (Colossenses 3.20). Esta obediência no Senhor é justa diante de Deus e, na obediência fiel a Deus, somos abençoados por Ele.

Soberano Deus, pela ação do Teu Santo Espírito, em Tua infinita graça e misericórdia, capacite-nos cada vez mais a honrar-Te por meio de nosso amor e dedicação a nossos pais e a nossos filhos. Em nome de Teu Filho Amado agradecidos oramos. Amém.

Winston Ramalho
www.decoracaoacoraco.com.br


Este artigo foi enviado por winston, fonte: www.decoracaoacoracao.com.br




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winston
WINSTON RAMALHO
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