Línguas estranhas: idioma que nem Deus traduz?
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Segunda, 16 de Janeiro |
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Categoria: Curiosidades | Enviado por: eddypfernandes Compartilhe esse link:
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Se pararmos para analisar sobre o dia de pentecostes, onde todo evangélico busca sua inspiração para “falar em línguas estranhas“, a primeira vista parece algo unicamente espiritual, e que nenhuma colocação científica pode ser aproveitada para explanar a real significância do “falar em línguas estranhas“, e do que realmente aconteceu nesse dia tão importante não para Deus em si, mas para a economia e sustentabilidade da cidade de Jerusalém. Todo som possui um significado específico“Há, por exemplo, tanta espécie de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significação.“ 1 Coríntios 14:10 No versículo acima temos a afirmação compreendida de Paulo apóstolo quanto ao significado fonético que são audíveis para nós, principalmente o dom da fala. Isso significa que todo o som deve ser compreendido naturalmente, para que possa ser interpretado da maneira correta. Veja abaixo: “Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha? Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar.“ 1 Coríntios 14:8-9 Nesse versículo o apóstolo deixa claro que tudo o que ouvimos precisa ser interpretado da maneira correta pelo nosso cérebro, uma informação que foi processada pelos neurônios e compreendida, caso contrário, seremos como loucos ou completos idiotas, falando coisas sem sentido algum, e reagindo pior ainda. Línguas desconhecidas ou língua dos anjos?Essa é a dúvida que paira quanto ao “falar em mistérios“, pois Paulo deixa bem claro: “Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo.“ 1 Coríntios 14:2;4a Fica evidente que falar em línguas é algo muito pessoal, pois se trata de um contato íntimo e individual com o próprio Deus, ou seja, quem fala em línguas estranhas (um idioma que ninguém entende e consegue interpretar) está misteriosamente falando, e se o som que pronuncia possui um significado, somente é compreendido entre a pessoa que fala e Deus: é um diálogo sem intermediários. Se o versículo bíblico realmente estiver correto, portanto se alguém fala uma língua misteriosa, que não é conhecida por nenhum intérprete em todo o planeta, com seus mais de 6500 idiomas diferentes, entre dialetos e línguas nativas, e esse indivíduo dispara sua boca a falar, ele será considerado um doido-varrido, um louco e bárbaro (conforme disse Paulo), pois o som que está produzindo não possui significado algum que possa ser compreendido, ou seja, está falando ao vento (I Co14;9), um completo mistério do que realmente foi dito. Contudo, Paulo orienta ao que fala esse idioma, chamado de língua dos anjos, que ore para que também possa interpretá-lo, para que haja uma edificação mútua, e que o mistério seja revelado, e o entendimento humano frutifique a partir dessa compreensão. O que é o dia de pentecostesA bíblia pende para os atos que foram realizados pelos apóstolos diretos de Cristo, que foram ordenados a ficarem em Jerusalém num período muito especial para a economia da cidade: o dia da colheita. A palavra Pentecoste vem do grego ( πεντηκοστή ἡμέρα, pentekostē hēmera), e significa o quinquagésimo dia; O Pentecostes é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa e ocorre no décimo dia depois do dia da Ascensão de Jesus (At 1;9). Existem vários significados culturais para a palavra e para o conceito de pentecoste em si, vejamos: Festa da Colheita ou Sega - no hebraico hag haqasir. Por se tratar de uma colheita de grãos, trigo e cevada, essa festa ganhou esse nome.(Ex 23.16). Festa das Semanas - no hebraico, hag xabu´ot. A razão desse nome está no período de tempo entre a Páscoa e esta festa, que é de sete semanas. Esta festa acontece cinquenta dias depois da Páscoa, com a colheita da cevada; o encerramento acontece com a colheita do trigo (Ex 34.22; Nm 28.26; Dt 16.10). Dia das Primícias dos Frutos - no hebraico yom habikurim. Este nome tem sua razão de ser na entrega de uma oferta voluntária, a Deus, dos primeiros frutos da terra colhidos naquela sega (Nm 28.26). Provavelmente, a oferta das primícias acontecia em cada uma das três tradicionais festas do antigo calendário bíblico. Na primeira, Páscoa, entregava-se uma ovelha nascida naquele ano; na segunda, Colheita ou Semanas, entregava-se uma porção dos primeiros grãos colhidos; e, finalmente, na terceira festa, Tabernáculos ou Cabanas, o povo oferecia os primeiros frutos da colheita de frutas, como uva, tâmara e figo, especialmente. Festa de Pentecostes. As razões deste novo nome são várias: (a) nos últimos trezentos anos do período do Antigo Testamento, os gregos assumiram o controle do mundo, impondo sua língua, que se tornou muito popular entre os judeus. Os nomes hebraicos - hag haqasir e hag xabu´ot - perderam as suas atualidades e foram substituídos pela denominação Pentecostes, cujo significado é cinquenta dias depois (da Páscoa). Como o Império Grego passou a ter hegemonia em 331 a.C., é provável que o nome Pentecostes tenha ganhado popularidade a partir desse período. Enquanto a Páscoa era uma festa caseira, Colheita ou Semanas ou Pentecostes era uma celebração agrícola, originalmente, realizada na roça, no lugar onde se cultivava o trigo e a cevada, entre outros produtos agrícolas. Posteriormente, essa celebração foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo de Jerusalém. Os muitos relatos bíblicos não revelam, com clareza, a ordem do culto, mas é possível levantar alguns passos dessa liturgia: A cerimônia começava quando a foice era lançada contra as espigas (Dt 16.9). É bom lembrar que deveria ser respeitada a recomendação do direito de respigar dos pobres e estrangeiros (Lv 23.22; Dt 16.11); A cerimônia prosseguia com a peregrinação para o local de culto (Ex 23.17); O terceiro momento da festa era a reunião de todo o povo trabalhador com suas famílias, amigos e os estrangeiros (Dt 16.11). Essa cerimônia era chamada de “Santa Convocação“ (Lv 23.21). Ninguém poderia trabalhar durante aqueles dias, pois eram considerados um período de solene alegria e ação de graças pela proteção e cuidado de Deus (Lv 23.21); No local da cerimônia, o feixe de trigo ou cevada era apresentado como oferta a Deus, o Doador da terra e a Fonte de todo bem (Lv 23.11). Os celebrantes alimentavam-se de parte das ofertas trazidas pelos agricultores; As sete semanas de festa incluíam outros objetivos, além da ação de graças pelos dons da terra: reforçar a memória da libertação da escravidão no Egito e o cuidado com a obediência aos estatutos divinos (Dt 16.12). Observação: Era ilegal usufruir da nova produção da roça, antes do cerimonial da Festa das Colheitas (Lv 23.14). A Festa das Colheitas era alegre e solene (Dt 16.11); A celebração era dedicada exclusivamente a Javé (Dt 16.10); Era uma festa ecumênica, aberta para todos os produtores e seus familiares, os pobres, os levitas e os estrangeiros (Dt 16.11). Enfim, todo o povo apresentava-se diante de Deus. Reconhecia-se e afirmava-se o compromisso de fraternidade e a responsabilidade de promover os laços comunitários, além do povo hebreu; Agradecia a Deus pelo dom da terra e pelos estatutos divinos (Dt 15.12); Era uma “Santa Convocação“. Ninguém trabalhava (Lv 23.21); Era celebrado o ciclo da vida, reconhecendo que a Palavra de Deus estava na origem da vida “ da semente “ da árvore “ do fruto “ do alimento “ da vida... Conforme percebemos nas citações dos versículos bíblicos referenciados na pesquisa acima, o dia de pentecostes nada mais é do que uma tradição cultural, que representa a sobrevivência de um povo distinto. Porém, o dia de pentecostes foi marcado quando os galileus chamaram a atenção da multidão que ali estava para comemorar as sete semanas festivas, conforme estabelecia a lei de Moisés, e falaram sobre a salvação através do evangelho de Cristo no idioma nativo de cada uma das 18 culturas diferentes que estavam participando dessa solenidade, portanto 18 idiomas diferentes, foram falados pelos apóstolos de Cristo conforme está escrito: “E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.“ Atos 2:4 Não é preciso ser formado em Harvard ou possuir qualquer dom espiritual para entender o que aconteceu nessa história fascinante, envolvendo diretamente os discípulos de Cristo. Esse de fato era o poder da qual Cristo lhes falou, e realmente foram cheios desse poder: O PODER DA PALAVRA CLARA, OBJETIVA E COMPREENSIVA, e que foi entendida pela multidão que ali estava, e nesse dia se converteram quase 3000 pessoas. ConclusãoTudo o que se deve fazer para compreender a verdade do evangelho é ter a paciência de estudar e analisar os fatos, para que a mente possa processar as informações obtidas e compreender seu real significado. Podemos perceber que se trata em compreender a significância do que é espiritual, daquilo que vem da parte de Deus para o homem, no sentido genérico, e assim esclarecer o entendimento. Leiamos o versículo abaixo: “Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto.“ 1 Coríntios 14:14 Veja uma pequena discrepância nessa atividade “espiritual“: o falante de línguas estranhas fala em mistérios, mas ele mesmo não sabe o que falou. Muito embora o espírito do falante se sentiu muito bem, obrigado... mas o entendimento humano ficou “vazio“. Até parece que estamos falando de duas pessoas distintas, mas falamos da mesma pessoa, que possui sua matéria e seu espírito, e deve haver um equilíbrio entre ambos, no que diz respeito a compreensão e ao entendimento. Podemos comparar o falar em línguas estranhas como um viajante num país onde seu idioma não é falado, portanto, não pode ser compreendido; Ao se deparar com pessoas de seu próprio país, ele falará em seu idioma nativo, e se sentirá muito bem, pois está tendo um diálogo compreensível e entendido entre ambos; Nosso espírito ora bem porque conversa com Deus exatamente no mesmo idioma de Deus, por isso o espírito consegue se edificar, pois entende o que Deus diz em sua própria língua. Deus não poria um mistério, que não possa ser revelado, diante de nossos olhos ou ao alcance de nossos ouvidos, porque até que tal mistério possa ser interpretado, compreendido e entendido o seu verdadeiro valor, para nós não valeria nada. Fale em línguas, seu espírito agradece... mas se nós não entendermos o que diz, fique na sua, não se exalte, ainda assim você sairá ganhando sozinho: “E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.“ 1 Coríntios 14:27-28 E ainda que profetas falem na igreja ou para a igreja: “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados. E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.“ 1 Coríntios 14:29-32 Como lido e entendido nos versículos bíblicos acima, mesmo que seja revelado o que é dito, precisa ser julgado por quem ouve, e ainda assim, o que é dito pode ser manipulado pelo profeta, pois o espírito que fala nele está sujeito a ele.
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Devemos aceitar todos os ritmos de musicas dentro da igreja?
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