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Fraternidade

Segunda, 31 de Julho  |  97 visualizações
Categoria: Vida Cristã  |  Enviado por: winston
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“… assim como nos escolheu nele [em Cristo] antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele…” É assim que o apóstolo Paulo em sua carta aos Efésios 1.4 se refere a nós, Seus eleitos para constituirmos a família de Deus, e para O honrarmos e glorificarmos em espírito e em verdade.

E o apóstolo Pedro, em 2 Pedro 1.5-7 também nos exorta: “…reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor.”

Estamos porventura correspondendo a esta bênção extraordinária da eleição em Cristo, a esta graça imensurável que recebemos? Como estamos convivendo com nossos irmãos, notadamente os da família da fé? Será que os amamos efetivamente – uma vez que a família de Deus é composta daqueles que são tão nossos próximos quanto se poderia esperar – ou a murmuração, a rejeição e a crítica estão tomando conta de nossos relacionamentos? Cuidamos mais das exterioridades, dos comportamentos, do que é visível, que dos aspectos da alma, focando apenas nossos próprios umbigos, cegos para as ordenanças de Deus? Participamos de alguma “panela” que exclui irmãos? Manifestamos desrespeito e desconsideração pelas pessoas que, na nossa avaliação, não são “dignas” de pertencer ao nosso tão seleto “círculo de amizades”? Jesus, em Marcos 13.33 nos diz: “Estai de sobreaviso, vigiai [e orai]; porque não sabeis quando será o tempo.” E se Cristo voltasse amanhã? Será que estaríamos tranquilos e seguros quanto à aprovação pelo Senhor da nossa conduta com relação a nossos irmãos? Poderíamos receber o juízo de Deus certos de que temos convivido com eles da maneira que Ele espera de Seus eleitos?

Não nos iludamos. Em 1 Pedro 4.17, o apóstolo alerta: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada;…”, pois até mesmo os crentes serão julgados para a purificação da igreja. E é oportuno relembrarmos Gálatas 5.19-21: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. “

O verdadeiro cristão não pode ser deferente para com aqueles que detêm o poder, ou cargos, ou bens materiais, e indiferente com relação aos demais, que sejam desprovidos de tais condições. A fraternidade que Deus espera de nós, Sua família, deve se manifestar sempre como amor equânime de uns para com os outros em Cristo, com respeito, consideração, cuidado, cortesia, atenção, delicadeza, boa educação, gentileza, carinho e afeição entre todos, indistintamente, sem discriminação de qualquer espécie, numa perfeita comunhão e mutualidade.

E isto deve partir em especial das lideranças que, por sua posição, concentram maior parcela de responsabilidade na construção do sadio ambiente cristão em que o Senhor espera que convivamos, como eleitos que somos. Líder cristão precisa ser modelo de relacionamento e agente agregador de seus liderados, luz que ilumina caminhos que são de todos, sal que dá sabor aos desafios enfrentados em conjunto. O corpo não pode subsistir saudável, equilibrado e harmônico se a mão maltrata os olhos, a língua fala mal dos ouvidos, a boca detesta o nariz e o pé desfere agressões contra a perna. Se isto vale para o corpo humano, que dirá para o corpo de Cristo, não sujeito ao controle centralizado de um cérebro, que faz valer automaticamente o instinto de auto-preservação.

Como na historinha do sapo e do escorpião, que precisavam atravessar aquele córrego, e para isto tinham que ser solidários, apesar da diferença de suas naturezas pessoais, assim nós precisamos ser igualmente solidários uns com os outros – malgrado nossa natureza pecaminosa – para conseguirmos bem atravessar o rio da vida terrena. Não podemos viver em rivalidades inúteis e fúteis – seguindo o mau exemplo, dado em todos os campos especialmente por Brasil e Argentina – permanentemente se espicaçando, criticando um ao outro, debochando, procurando rebaixar seu próximo geográfico a toda e qualquer oportunidade. Não somos “hermanos”, mas sim irmãos em Cristo, e nossa vitória não é, definitivamente, de um contra o outro, mas de todos juntos contra o mal e as trevas que nos envolvem; não para gloriarmo-nos a nós próprios, mas sim para que fraternalmente irmanados tudo façamos para honra e glória de nosso Pai celeste. Em Colossenses 3. 12-14, Paulo ensina: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. O que são estas vestes com as quais devemos nos revestir?

A primeira delas é a da misericórdia, que é, literalmente, o amor de Deus em nós, fluindo para alcançar nossos semelhantes. Nunca desprezaremos nenhum ser humano se o amarmos como Deus o ama.

Em seguida vem a veste da bondade, que é o amor em ação. Nunca conseguiremos ser hostis, desagradáveis ou ásperos com alguém, se o amarmos.

Em seqüência temos a veste da humildade. Um dos piores pecados da carne é o orgulho. Hoje, muitas pessoas são presunçosas, exaltadas e arrogantes. Mas quando verdadeiramente estamos em Cristo, nos tornamos humildes de espírito, pois o Espírito de Cristo nos quebranta. Lemos em Romanos 12.3: “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” Portanto, “amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (v. 10).

A próxima veste celestial é a mansidão. Se os outros são vaidosos, presunçosos e orgulhosos, envolvendo-se em conversas caluniosas, odiosas, gerando “fofocas”, nós que levamos o nome de Cristo precisamos nos lembrar da Sua exemplar mansidão, que foi uma das qualidades mais notáveis do Senhor Jesus. A mansidão é um dos instrumentos mais poderosos de que dispomos para levar Cristo a todos aqueles que não O conhecem.

A seguir, temos que nos revestir com a veste da paciência. Talvez não haja graça que precise ser mais cultivada entre os filhos de Deus do que esta. Devemos ser pacientes na tribulação, na perseguição, nas aflições, pacientes com pessoas de relacionamento difícil. A instrução santa, reiterada, aqui associada à paciência, é que devemos “suportar-nos uns aos outros” (Colossenses 3.13 e Efésios 4.2).

A próxima veste que precisamos usar é o espírito de perdão: assim como Cristo nos perdoa, devemos perdoar, e devemos fazê-lo por amor a Ele.

Mas, acima de tudo, precisamos nos revestir da veste mais excelente que é o amor. A Bíblia NTLH, registra em Colossenses 3.14: “E, acima de tudo, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas.” O amor é a resposta a todos os problemas de relacionamento com nossos semelhantes, e especialmente com nossos irmãos em Cristo. Revestidos do amor de Cristo, todos os nossos preconceitos desaparecerão; toda a nossa raiva, malícia, má vontade e ciúmes cessarão, quando o amor de Deus possuir nossos corações, como lemos em 1 Coríntios 13.13: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três: porém o maior destes é o amor.”

E podemos justapor estas palavras preciosas do apóstolo Paulo a outras suas, escritas em Colossenses 3.15,16: Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.”

Senhor, nosso Deus e Pai, dá-nos a unção do Teu Santo Espírito para que nossa convivência como eleitos seja aquela que agrade ao Teu coração; ajuda-nos a nos revestir com todas as vestes de justiça, especialmente com o amor de Cristo – que é verdadeiramente o cumprimento da Tua lei – e com a gratidão a Ti – que nos perdoas infinitas vezes, e não somente setenta vezes sete. Em nome de Jesus. Amém.

Winston Ramalho
www.decoracaoacoracao.com.br


Este artigo foi enviado por winston, fonte: www.decoracaoacoracao.com.br




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winston
WINSTON RAMALHO
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Sábado, 29 de Outubro de 2016
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Curitiba, Paraná - Brasil




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