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Conselhos para escolher o parceiro conjugal - Parte 6

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Quarta, 05 de Outubro de 2011  |  184 visualizações
Categoria: Jovens  |  Enviado por: manasses
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Não despreze o dom da vida, do tempo e da vocação



A boa escolha depende mais de você do que da outra pessoa.

Sua estrutura pessoal, interior e exterior, contribuirá significativamente para definir com quem se casar; pois casamento é uma questão de escolha e escolha se faz de dentro para fora. Se você vive bem consigo mesmo, escolhe melhor.

Somos a síntese da história de nossa vida, a equação de todas as nossas experiências, a soma de nossos aprendizados, o saldo de nossos erros e acertos e a consequência das nossas escolhas e entregas.

O universo existencial que somos é a base e o alicerce das nossas escolhas e indica as direções que tomaremos na vida.

Os conselhos do Sábio apóstolo voltam-se para orientar Timóteo sobre a filosofia de vida adulta. Para o jovem discípulo, o tempo de estar sob a tutela familiar passou, o tempo do discipulado também passou. Chegou o tempo de andar sozinho.

Entretanto, ainda que o mentor lhe tenha soltado a mão, não desviou dele o olhar; ainda que a maioridade se instalara e as responsabilidades pessoais foram assumidas, jamais faltaria o amparo e o aconchego do seio familiar.
Dos pais, Timóteo herdara uma fé não fingida e um caráter honrado.

De Paulo herdou princípios e valores espirituais, doutrinários e morais que o amparariam até a eternidade; nele tinha o espelho de uma atitude exemplar de liderança pessoal e coletiva.

A postura de Paulo diante de sua opção para a vida afetiva e social (escolheu viver solteiro com abstinência sexual) demonstra sua firmeza em administrar e honrar suas próprias escolhas.

A vida sem precocidade e seus benefícios. Até cerca de doze anos de idade a infância é biologicamente a identidade psíquica e ocupacional do indivíduo.
Nesse tempo, valores relacionados à família, estudos, amizades, respeito, cuidado com a natureza e o semelhante devem ser desenvolvidos na criança.
A vida afetiva sem precocidade enfatiza laços de família e amizades próximas (vizinhança, escola e igreja).

O cultivo de responsabilidades pessoais lida com coisas pequenas como o cuidado com seus brinquedos, roupas, quarto e higiene pessoal.
Seu desenvolvimento psíquico, físico e emocional mistura lazer, brincadeira, contato com a terra, a água, as plantas, animais; atividades esportivas sem cobranças; interação com crianças da vizinhança, do prédio, do condomínio, do colégio, primos, somados aos estudos e leituras com participação e acompanhamento dos pais.

Qualquer situação que apresse em gerar na criança precocemente algum comportamento adulto é prejudicial.

É importante não criar a criança em ambiente adulto com jogos adultos e bebida imprópria para criança; nem vestir, maquiar e adereçar a criança como se fosse adulto ou jovem; não a expor ao convívio com adulto como se fosse adulto; nem permitir conviver com insinuações de namoro ou de sexualidade, mesmo de “brincadeirinha”.

A regra é: nada de precocidade, tudo em seu devido tempo. Nessa faixa etária, cabem aos pais a educação, a orientação e a prevenção relativas à sexualidade, aos vícios, às drogas, à violência, à precocidade quanto a namoro e envolvimento físico.

Os benefícios de educar uma criança sem precocidade vão refletir na adolescência e se estendem para a vida jovem e adulta.

Equilíbrio emocional, auto aceitação, dedicação aos estudos, ênfase nos valores da amizade e nos vínculos familiares, consciência social saudável, satisfação com a vida sem ambições utópicas e sem revoltas são alguns desses benefícios.

O adulto vai olhar para trás na vida e dizer que viveu as alegrias, as brincadeiras e a intensidade da vida de criança, que de fato teve infância.
O adolescente vai desenvolver valores e princípios que lhe darão discernimento e poder de decisão quando lhe apresentarem o vício, a droga, o sexo ilícito e a violência como meio de segurança ou de identidade de “tribo”.

Convivendo com as mudanças físicas e psíquicas da puberdade. A adolescência é marcada pela descoberta da própria individualidade e da força dos instintos. É nessa faixa etária que o indivíduo não se aceita mais como criança, mas ainda não o aceitam como adulto.

Alguém já os chamou de “aborrecentes”, outros os chamaram de “adovalentes”; prefiro adolescentes mesmo, termo que aponta as transformações que estão experimentando.

Nessa fase, muitos meninos e meninas experimentam o primeiro beijo, a primeira paixão, o primeiro namoradinho ou namoradinha.

Tempo em que outros vão além e experimentam o primeiro cigarro, a primeira dose de bebida alcoólica, a primeira “transa”, o primeiro vício, a primeira briga e o primeiro crime.

Li muitos autores que escreveram sobre namoro na adolescência. Entre eles médicos, psicólogos, educadores, sociólogos, religiosos não evangélicos e pastores.

Cheguei à conclusão que deveria orientar os meus filhos a que não tivessem pressa em namorar, que poderiam até gostar, mas que não levassem isso a efeito “ficando” ou namorando precocemente; que se dedicassem aos estudos, que investissem em amizades verdadeiras, que curtissem as boas oportunidades de lazer, que se dedicassem a Deus e à igreja, que cuidassem um do outro e amassem seus pais.

Eu e minha esposa nos dedicamos em sermos, além de pais, os seus melhores amigos e companheiros.

Demos-lhes liberdade, incentivamos certa independência monitorada, fomos seus companheiros inclusive no lazer e nos esportes (pelo menos assistindo). Conhecemos e convivemos com os pais de seus amigos (crentes ou não).

Orientamos _não proibimos_ que não namorassem: ele, antes dos 18 anos, ela, antes dos dezesseis; conforme entendemos, pelos profissionais lidos, que antes disso seria imaturo e precoce para diferenciarem amor de paixão, e distinguirem apelo instintivo de afeto. Eles viveram a adolescência numa boa sem constrangimentos.

Mais tarde quando necessitaram de conselho, inclusive na área sentimental, nos pediram; quando precisaram de nosso consentimento, aceitaram nosso parecer; quando a menina precisou de orientação, nos ouviu e atendeu.

Para quem olha para trás e não vê com orgulho a sua infância e adolescência: A melhor maneira de recuperar o tempo perdido é aproveitar bem e com responsabilidade o tempo presente e futuro.

Volte a estudar, nunca é tarde demais. O apóstolo Paulo, próximo de sua morte, fala a Timóteo que a sua partida estava próxima, que iria para Deus como oferta e libação agradável etc; mas interrompe esse tema para pedir ao moço que trouxesse os livros e pergaminhos que havia esquecido em Éfeso.

Então, se um homem que prenuncia sua morte iminente se preocupa em estudar, não temos desculpa para dar nem precisamos de outra motivação para tanto.
Trabalhe. Paulo enfatiza a importância do trabalho e do cuidado material e afetivo com a família. São coisas que as pessoas precisam ver e que enobrecem.
Enfim, estudo e trabalho podem significar projeto de vida. Se somado a isso você demonstra cuidado com seus pais e irmãos, e não é perdulário, isso só acrescentará o seu valor e poderá aproximar pessoas do bem.

Paulo fala de tempos trabalhosos. Ainda que aplique isso no sentido de obra de Deus; pode ser aplicado também ao tempo da vida em que trabalho é mais que um prazer e uma necessidade, é um sacrifício físico e psíquico necessário. Especialmente para quem está atrasado quanto às suas conquistas materiais e a realização de seus sonhos, e a sua idade está adiantada.

Paulo exorta que quem não se dignifica para o trabalho, não deve comer. O preguiçoso, o ocioso e o vagabundo não têm a bênção de Deus; é uma maldição pra si mesmo.

Faça amigos. Amizade custa caro. Não em valores monetários, mas em companheirismo continuado, em fidelidade, socorro nas horas e situações difíceis e de fracasso, em compartilhar as alegrias e conquistas da vida.
Os amigos precisam passar por situações de tensão que ponham à prova as estruturas emocionais, sentimentais, de caráter, de índole que motivam e sustentam sua amizade, como o amor, a honestidade e o desinteresse, o cuidado recíproco e a confiança.

Cuide de sua saúde. A saúde integral abrange o físico, o emocional e o espiritual do homem; ou seja, seu corpo, sua alma e seu espírito.
A saúde nesses três níveis minimiza o surgimento de doenças psicossomáticas (patologias físicas de origem emocional).

Promove a disposição e o equilíbrio físico e emocional; dá sensação de bem estar e alegria de viver; produz auto confiança e auto imagem positivas e boa auto aceitação.

O bem estar minimiza a timidez e o sentimento de inferioridade, facilita a comunicação, a interação, o perdoar, o amar e o aceitar o próximo.
A saúde integral é percebida na expressão facial alegre e convidativa. Pessoas felizes são atraentes, são agradáveis, são bonitas, são otimistas.
Um fato verdadeiro: Certa jovem tinha um biótipo físico que parecia não combinar com os amigos e amigas que frequentavam sua casa e que com ela conviviam, nem com o namorado, e futuro esposo de biótipo privilegiado.

Conhecendo os amigos e namorado dela entendia-se que a beleza interior e a felicidade dela faziam bem e contagiavam as pessoas à sua volta, atraía gente bonita que buscava alegria de viver, e até conquistou um amor, um esposo.
Penso que o que falta para algumas pessoas estabelecerem um relacionamento afetivo que as leve à realização conjugal, falta dentro delas, no universo delas, nelas em relação a elas mesmas para que os outros vejam e sejam atraídos para amizade, e daí, para casamento.






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