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A mãe, a abelha e o Pai Celeste

Sábado, 29 de Outubro de 2016  |  368 visualizações
Categoria: Vida Cristã  |  Enviado por: winston
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Os artigos são enviados pelos usuários, que podem ter opiniões teológicas diferentes dos idealizadores deste site
Ao nutrir a parte mais relevante, sutil e imponderável de nosso ser – o espírito – a Palavra de Deus para o cristão configura-se como o alimento mais importante que existe.
Robert Moffat, o grande missionário da África, gostava de contar uma história verídica como prova do grande poder transformador da Palavra de Deus. Estava ele numa aldeia onde costumava pregar sobre a Palavra, quando observou um africano que conhecia, triste, abatido, de cabeça baixa. Moffat então aproximou-se dele e perguntou se alguém havia morrido: - “Ninguém morreu, disse o homem. É que o meu cachorro comeu uma página da Bíblia.” Surpreso, Moffat tentou consolá-lo: - “Veja, isto não é tão sério. Eu lhe consigo outra página igual da Bíblia”. Mas o homem exclamou: - “Oh, eu não me preocupo com a Bíblia, o problema é que agora meu cachorro não vai mais avançar em ninguém e nem vai lutar contra os chacais. Ele vai ficar tão manso como o povo que crê neste livro. Todos os nossos guerreiros se tornaram tão pacíficos como as mulheres, por causa da influência da Bíblia, e agora o meu cachorro está estragado!”
Esse africano, de forma simplória, demonstrou o quanto cria na transformação que a Palavra de Deus é capaz de fazer, observando a mudança de atitude dos seus concidadãos. Deus pensou em nós quando inspirou Seus profetas a escreverem a Sua palavra. Na Bíblia há uma mensagem personalizada para cada um de nós, pois através dela Deus quer suprir as nossas necessidades mais profundas. O mesmo Deus que criou tudo o que existe pelo poder da Sua palavra falada, não será capaz, através da Sua Palavra escrita, de fazer-nos novas criaturas? Que nós não deixemos, por um instante que seja, de crer no poder da Palavra de Deus, e nos aproximemos dela cada dia mais para que Deus, com seu poder Criador, faça de nós novos homens e novas mulheres, e como em Gênesis 1.31, possa Ele um dia julgar nossa vida como algo “...muito bom.”
O Salmo 19 é um hino de louvor, onde Davi medita sobre a glória de Deus pela revelação natural (vv. 1-6) e na glória da lei como revelação especial de Deus (vv. 7-9), único recurso capaz de suprir as necessidades espirituais humanas (vv. 10-14).
“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos”, assim Davi inicia o Salmo. No verso 10 ele fala sobre os juízos do Senhor, exaltando a excelência da Palavra de Deus: “São mais desejáveis do que o ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces que o mel e o destilar dos favos.”
A profunda contemplação da natureza nas Escrituras revela algo da face de Deus: enquanto os céus mostram a glória do Altíssimo, as Escrituras exprimem Sua grandeza, e a alma reflete Sua graça. Seu filho amado, Jesus Cristo, veio a nós como a plenitude de Deus visível entre os homens.
Os céus, significando o universo físico e visível, são uma prova da sabedoria, do poder e da glória de Deus, mas não são suficientes para expressar a vontade de Deus, Seu amor, Sua graça, Seus planos, que são questões espirituais. Por isso, a revelação de característica espiritual precisa ser complementada pelas Escrituras ( vv. 7-19), e ainda pelo agir permanente do Espírito no crente.
A Palavra de Deus é assim um alimento espiritual excelente e necessário para a alma saudável, em qualquer tempo e ocasião.
No Salmo 19 observamos que a Palavra recebe seis títulos, cada um deles com seu atributo, produzindo por sua vez cada atributo um resultado de valor incalculável para o homem íntegro: lei perfeita que restaura a alma (v. 7), testemunho fiel que dá sabedoria aos símplices (v. 7), preceitos retos que alegram o coração (v. 8), mandamento puro que ilumina os olhos (v. 8), temor do Senhor límpido que permanece para sempre (v. 9), juízos verdadeiros e justos (v. 9).
Mas é indispensável que o cristão atente para o fato de que não basta buscar a Palavra superficial e descompromissadamente, apropriar-se dela como quem simplesmente lê um livro qualquer, sem pedir discernimento do alto, sem uma preparação íntima para receber tal tesouro, sem a necessária pureza no coração, sem a reverência exigida. Pedro, em 1 Pedro 2:1-2, orienta quanto à forma correta de buscar as Escrituras: “Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências, (só então) desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação.”
Por outro lado, é preciso que o cristão atente para o fato de que só uma dieta equilibrada pode garantir um crescimento saudável, tanto para o corpo quanto para o espírito. Hoje em dia muitos cristãos são mal alimentados, achando que pode comer de tudo o que é rotulado como cristão ou evangélico, sem discernir seu real valor nutricional. Ingerindo este fast-food religioso, tentam em vão compensar a carência espiritual que sentem, que no entanto só a Palavra de Deus pode saciar. Como disse com propriedade um servo de Deus: “somente a mãe, a abelha e o Pai celeste nos proporcionam dietas balanceadas”. O menu espiritual que o Senhor pela Sua graça nos concede é perfeito. Em Apocalipse 2.17, Cristo em Sua mensagem à igreja em Pérgamo, prometeu: “Ao vencedor darei do maná escondido...”, referindo-se à Sua suficiência para atender às necessidades espirituais do crente, tal como o maná suprira as necessidades físicas dos hebreus durante a sua peregrinação pelo deserto. Já em Isaias 55.2 o Senhor admoesta: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares.” E em Provérbios 24.13, Salomão ensina sobre a sabedoria cuja fonte é a Palavra: “Filho meu, saboreia o mel, porque é saudável, e o favo, porque é doce ao teu paladar.”
Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, é o pão da vida que desceu do céu, a dieta perfeita, balanceada, equilibrada, que satisfaz integralmente a nossa alma, porque nela não há falta de nenhum nutriente, nem excesso de qualquer espécie; é o único alimento que verdadeiramente supre todas as nossas necessidades de forma primorosa e impecável, e a Palavra de Deus é o manual que ensina como a nutrição de nosso ser deve se processar.
Irmãos, lembremo-nos sempre do que Jesus declara em João 6.57: “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá”.


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WINSTON RAMALHO
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