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A igreja precisa compreender-se

Quinta, 06 de Agosto de 2009  |  534 visualizações
Categoria: Doutrinárias  |  Autor: Pr. Noel Jorge da Costa
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Muitas igrejas se encontram enfermas porque têm uma falsa imagem de si mesmas. Elas ainda não chegaram a entender, nem quem elas são (sua identidade), nem para que foram chamadas (sua vocação). Hoje em dia prevalecem pelo menos duas falsas imagens com relação à igreja.   

A primeira delas é a do clube religioso (ou o cristianismo introvertido). Segundo esta visão, a igreja local lembra, de certa forma, o clube local, com a diferença de que o interesse comum entre os seus membros é Deus e não as atividades sociais. Eles se consideram pessoas religiosas que adoram fazer coisas juntas. Pagam suas mensalidades e, com isso, sentem-se no direito de gozar certos privilégios. O importante para eles é o status e as vantagens de serem membros do clube. Eles evidentemente esqueceram (se é que  conheceram) a significativa declaração atribuída a Willian Temple, de que “a igreja é a única sociedade cooperativa do mundo que existe para o benefício de seus não-membros”. Ao invés disso, encontram-se completamente introvertidos, voltados para dentro, como uma unha encravada. Nossa responsabilidade primordial, no entanto, é nossa adoração a Deus e nossa missão no mundo.   

No extremo oposto dos clubes religiosos encontra-se a missão secular (ou cristianismo sem religião). Com arena de serviço divino, eles trocaram a igreja pela comunidade secular. Já não lhes interessavam mais os cultos de adoração, diziam, mas somente servir aos outros. Assim, tentaram desenvolver um “cristianismo sem religião”, substituindo os cultos de adoração pela missão, o amar a Deus por amar ao próximo e o orar a Deus por ir ao encontro das pessoas. Mas o conceito de um “cristianismo sem religião” foi uma reação exagerada e desequilibrada. Não temos o direito de confundir adoração e missão, mesmo que (como vimos aqui) cada um deles tenha a ver com o outro. Há sempre um elemento de missão na adoração e de adoração na missão; os dois, contudo, não são sinônimos. Cabe-nos a responsabilidade, tanto de adorar a Deus como de servir ao mundo. É a dupla intimidade da igreja (ou o cristianismo encarnado). Quando eu falo de “dupla identidade”, quero dizer que a igreja é um povo que foi chamado para sair do mundo a fim de adorar a Deus e, ao mesmo tempo, é enviado de volta ao mundo a fim de testemunhar e servir. Estas são, de fato, duas “marcas” clássicas da igreja. De acordo com a primeira, a igreja é “santa”, separada para pertencer a Deus e para adorá-lo. Conforme a segunda, a igreja é “apostólica”, enviada ao mundo em sua missão. Ninguém jamais demonstrou tanto quanto o próprio Senhor Jesus Cristo o que significa esta “santa mundanidade”. Comungou com gente comum, que se juntava ansiosamente ao seu redor. Ele aceitou todo mundo, sem desprezar ninguém. Identificou-se com as nossas tristezas, nossos pecados e nossa morte. Contudo, ao misturar-se livremente com gente como nós, ele nunca sacrificou nem comprometeu sequer por um momento a sua própria identidade e unicidade. Ele vivenciou a perfeição da “santa mundanidade”.    

E agora ele nos envia ao mundo, assim como ele mesmo foi enviado ao mundo. Assim como participou de nosso mundo, nós também precisamos fazer parte do mundo das outras pessoas: o mundo dos seus pensamentos (tentando compreender os mal-entendidos do evangelho), o mundo dos seus sentimentos (procurando empatizar com as suas dores), o mundo do seu dia-a-dia (vivenciando a humilhação de sua situação social, seja ela pobreza, desabrigo, desemprego ou discriminação). “Nós afirmamos e recomendamos a fé somente na medida em que saímos e participamos com amorosa simpatia das dúvidas daquele que duvida das questões que questiona e da solidão daqueles que perderam o caminho”. Mas essa penosa entrada no mundo dos outros não deve ser empreendida à custa de nossa própria integridade cristã. Nós somos chamados para manter intactos os padrões de Jesus Cristo. Sem essa eclesiologia bíblica equilibrada nunca resgataremos nem cumpriremos a nossa missão.

Referência Bibliográfica. STOTT, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo. São Paulo: ABU, 2005.


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Pr. Noel Jorge da Costa
Que Deus te LAMBUZE de GRAÇA para VOCÊ LAMBUZAR OUTROS.



Pr. Noel Jorge da Costa

Igreja: PIB Rocha Leão - Rio das Ostra- RJ
Formação: Bacharel em Teologia (Cohen University, USA) Faculdade e Seminário Teológico da Fé Reformada, Campus: São Paulo Mestre em divindade(Cohen Universi...

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 Autor:
Pr. Noel Jorge da Costa
PIB Rocha Leão - Rio das Ostra- RJ




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